
Quando a bola rolar neste domingo (09) às 10h30 da manhã em Grenoble, na França, para Brasil e Jamaica, começará a ser escrita mais um capítulo da história do Futebol Feminino em nosso país.
As primeiras referências de partidas de futebol disputadas por mulheres surgiram nos anos 20. Porém, somente na década de 1940, o cenário ameaçou mudança. Foi quando houve jogos entre mulheres no Pacaembu, por exemplo. Em vez de fomentar a prática, essa visibilidade gerou revolta em parte da sociedade. As notícias sobre mulheres jogando futebol provocaram esforços da opinião pública e autoridades da época para a proibição.
Dessa maneira, em 1941 houve a primeira proibição da prática do futebol por mulheres. Através do processo de regulamentação do futebol no Brasil, foi criado o CND (Conselho Nacional de Desportos). Na época, sob a alçada do Ministério da Educação.
O CND então instituiu um decreto-lei (3199, art 54), cujo texto trazia de forma mais geral que as mulheres não deveriam praticar esportes que não fossem adequados a sua natureza. Apesar de não ser citado nominalmente, o futebol se enquadrava.
DECRETO-LEI N. 3.199 – DE 14 DE ABRIL DE 1941
CAPÍTULO IX: DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 54. Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país.
Trecho do artigo 54 do Decreto-lei 3.199, assinado pelo presidente Getúlio Vargas, em 14 de abril de 1941.

Apenas no ano de 1979 foi revogada a lei que proibia as mulheres de jogarem futebol. Porém, o futebol feminino não recebia estímulo de clubes e federações. Somente em 1988, a Fifa realizou, na China, um Mundial de caráter experimental.
Nossas atletas foram participar do Mundial, com as sobras dos uniformes da seleção masculina. E no torneio que serviu de pontapé para o desenvolvimento da modalidade e do Mundial feminino. Ao todo, 12 seleções participaram, e o Brasil ficou com bronze nos pênaltis.
O Brasil esteve presente em todas as edições do Mundial Feminino em 7 participações, as canarinhas marcaram 59 gols e sofreram 33.
As melhores participações foram em 1999 e 2007 quando nossa seleção conquistou o terceiro lugar e o vice campeonato, respectivamente.

A maior artilheira é Marta! A atleta foi eleita seis vezes a melhor jogadora de futebol e, em campo na Copa da França, tem a grande chance de ultrapassar o alemão Klose como a maior artilheira de todas as Copas. Ela já marcou 15 gols em mundiais, enquanto Klose tem 16.

Formiga e Marta fazem parte de uma geração duas vezes medalhista olímpica e vice-campeã mundial do futebol feminino. Formiga é recordista entre homens e mulheres em sua sétima Copa do Mundo, aos 41 anos.
O Brasil chega para este Mundial longe de ser apontado como favorito ao título. Já são nove derrotas seguidas na atual temporada. Apesar do título da Copa América de 2018, a equipe de Vadão apresenta um futebol defasado em relação às grandes seleções que disputarão o torneio em solo francês.
Boa sorte a nossa Seleção e que venha o título inédito!
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