
Neste domingo (09) quando a bolar rolar para Brasil e Jamaica no Stade des Alpes, vai ter início a caminhada das nossas Guerreiras na busca pelo título inédito da Copa do Mundo.
A Seleção Brasileira Feminina se credenciou para a disputa do Mundial, após ter conquistado de forma invicta o sétimo título da Copa América do Chile, em abril de 2018, sob o comando do técnico Vadão.
Além de ter vencido os sete jogos, o Brasil foi dono do melhor ataque da competição com 33 gols. A artilheira brasileira foi a atacante Bia Zaneratto, que balançou as redes em seis oportunidades. A conquista do título credenciou o Brasil para a Copa do Mundo da França 2019 e para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

O Comandante fora das 4 linhas
O técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, não é um dos nomes mais populares do futebol brasileiro. Aos 62 anos, o comandante das nossas Guerreiras não acumula muitas glórias na profissão, apesar de ser o responsável pelos primeiros minutos de Kaká no futebol profissional.
Antes de se tornar técnico, Vadão foi jogador de futebol. Canhoto, atuou como meio-campista em times do interior paulista. Aos 28 anos, após encerrar a carreira dentro das quatro linhas, iniciou a faculdade de Educação Física com o objetivo de ser preparador físico. No entanto, a carreira seguiu novos rumos, primeiro como assistente técnico e, depois, como treinador.
Já são 32 anos de carreira como técnico de futebol, com passagens por equipes masculinas como Corinthians, São Paulo, Athletico Paranaense, Ponte Preta e Guarani.

O auge da carreira em clubes esteve entre 2000 e 2001, quando teve curtas passagens por Corinthians e São Paulo e venceu um Torneio Rio-São Paulo pelo último. Nos anos seguintes, dois clubes do interior paulista marcaram a trajetória de Vadão: Guarani e Ponte Preta.
Foram, ao todo, cinco passagens pelo Bugre – alcunha do Guarani – e quatro pela Macaca – alcunha da Ponte Preta, sem perder sequer um clássico envolvendo as duas equipes de Campinas.
Pelo Guarani, foi vice-campeão do campeonato brasileiro da segunda divisão em 2009 e vice do Paulistão de 2012. Estava treinando a Ponte Preta antes de ser convidado pela CBF para assumir a seleção feminina pela primeira vez, em 2014.
Na primeiro oportunidade, em cinco meses no comando do time, levou o Brasil ao sexto título da Copa América, em 2014, no Equador. Em um ano e dois meses no cargo, o desafio seguinte foi a disputa da Copa do Mundo do Canadá, em junho de 2015. Ainda
em terras canadenses, Vadão comandou a equipe na conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho de 2015.
Em 2016, o ano mais desafiador, liderou o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio. Apesar da boa campanha na fase inicial, a equipe brasileira perdeu na semifinal, nos pênaltis, para a Suécia. Na classificação geral, a Seleção terminou em quarto lugar. Demitido em 2016, assumiu o Guarani, de onde saiu para voltar ao cargo da seleção em setembro de 2017.
Após onze meses longe do comando da Seleção, um novo convite para ser técnico da equipe feminina. Na segunda passagem, Vadão levou o Brasil ao título do Torneio da China, em 2017, e ao heptacampeonato invicto da Copa América do Chile, em 2018.
O Uniforme Brasileiro
É a primeira vez que a Seleção Brasileira Feminina terá uma linha completa de uniforme com identidade própria. Toda a coleção foi criada a partir de estudos e troca de informações com jogadoras profissionais. O resultado é um conjunto especial de peças -com um novo visual, desenvolvido especialmente para as atletas e respeitando a modelagem feminina já adotada em coleções anteriores.
As camisas trazem uma inscrição na parte interna, homenagem da Nike à Seleção Feminina: “Mulheres Guerreiras do Brasil”. Inspiração para vencer dentro e fora do campo.
A numeração oficial da Seleção Feminina
A numeração da Seleção Brasileira Feminina para a disputa da Copa do Mundo da França está definida. A equipe do Brasil está no grupo C ao lado de Jamaica, Austrália e Itália.

As batalhas
A primeira batalha é contra a Jamaica, no Stade des Alpes, em Grenoble, às 10h30 (horário de Brasília). A segunda batalha é dia 13 de junho, às 13h (horário de Brasília) no Stade de la Monson, em Montpellier. Fechando a fase de grupos, tem duelo diante da Itália, no dia 18 de junho, às 16h (horário de Brasília) no Statde du Hainaut, em Valenciennes.
Como chega o Brasil para o #1 duelo?!
Na preparação para a Copa da França, a Seleção Brasileira do técnico Vadão vem de nove derrotas. Desde a conquista da Copa América, em abril de 2018, que garantiu a vaga no Mundial, as brasileiras ganharam apenas uma vez, por 2 a 1, do Japão, em 11 partidas. Nesse período, o Brasil jogou contra Austrália, Japão (duas vezes), EUA , Canadá, França, Inglaterra (duas vezes), Espanha e Escócia. Com os resultados a Seleção ocupa o 10º lugar no ranking da FIFA.
Com média de idade de 28 anos e 5 meses, a Seleção Brasileira é a segunda mais velha do torneio, atrás apenas do time dos Estados Unidos. Enquanto, a seleção da Jamaica é a mais jovem do Mundial, com média de idade de 23 anos e 7 meses — a média de idade do Mundial é de 26 anos e 6 meses.
Em coletiva na tarde deste sábado, a zagueira e capitã Mônica – detalhe que essa será a primeira vez que a defensora usará a braçadeira desde o início de uma partida – e o técnico Vadão conversaram com a imprensa.
No último treino, realizado neste sábado, o comandante da equipe ajustou o time para o duelo diante das caribenhas. A atividade foi aberta para a imprensa nos quinze minutos iniciais.
Sem poder contar com a atacante Marta que não conseguiu se recuperar a tempo da lesão que sofreu na coxa esquerda há duas semanas, porém deve estar em campo na próxima partida diante da Austrália.
PROVÁVEL ESCALAÇÃO: Barbara; Letícia, Katheleen, Mônica e Tamires; Formiga, Taysa e Debinha; Andressa Alves, Cristiane e Bia Zaneratto.
As únicas baixas no elenco foram a zagueira Érika por lesão na panturrilha; a atacante Adriana, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho; e a lateral-direita Fabi Simões, desconvocada após sofrer lesão na coxa direita.
– Toda baixa é sentida, até porque você escolhe quem entende que está no melhor momento. Todas as 23 estão aptas a jogar na seleção brasileira – resumiu Vadão.
Confira o Manual da Seleção Brasileira Feminina para a Copa do Mundo da França.
Boa Sorte às nossas Guerreiras na França!